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PASTORAL DA FAMILIA

1.    Justificativa

Fatores sociais, culturais, políticos, econômicos e religiosos influem nas famílias, tornando-as vulneráveis a desequilíbrios, principalmente quando não estabelecidas e alimentadas com os verdadeiros valores humanos e cristãos.
A fé nos mostra que o matrimônio instituído por Deus no vínculo do amor e elevado por Cristo à dignidade do Sacramento, deve corresponder ao plano divino.
A família, "Igreja Doméstica" (S. João Crisóstomo) no seio da Igreja Universal, tem um papel insubstituível a desempenhar vivenciando o Evangelho, a exemplo daqueles que ajudaram a formar as primeiras comunidades Cristãs.
Constata-se que muitos jovens estão desesperançados, buscando a vivência a dois sem qualquer compromisso civil e religioso, temendo responsabilidades.
Verifica-se que muitos pais não assumem a responsabilidade de orientar seus filhos para o casamento.
Os diversos documentos da Santa Sé e da CNBB têm reconhecido a família como fundamental na ação Pastoral. “[...] Tamanha é sua importância que deve ser considerada ‘um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora’”.(DGAE 2008/2010, nº 128)
É preciso ajudar todas as famílias a descobrir e redescobrir os valores inalienáveis do casal cristão, célula primeira da Igreja: um casal construído no amor humano retomado e transfigurado por Cristo no Sacramento do Matrimônio. Esta visão de fé não esconde as realidades por vezes dolorosas da vida familiar, mas permite abordá-las com esperança evangélica.

2.    Objetivo geral

Promover, fortalecer e evangelizar a família, valorizando e defendendo o sacramento do matrimônio, acolhendo a todas as famílias, por meio de uma leitura atualizada da realidade.

3.    Objetivos específicos

Formar agentes qualificados, através por meio do INAPAF e/ou de outros meios disponíveis, bem como motivar uma ação incentivadora neste sentido em todas as dioceses. Oferecer formação aos noivos com qualidade, suscitando-lhes interesse na preparação remota, próxima e imediata.
- Sublimar os aspectos matrimoniais que apresentam maior fragilidade: indissolubilidade do vinculo, superação das crises conjugais, a abertura da relação conjugal para a fecundidade e a paternidade responsável prioritária na educação dos filhos.
- Acolher toda realidade familiar, para que o “Evangelho continue a penetrar na historia de cada realidade eclesial”.
- Valorizar o ser humano desde a concepção até a morte, a fim de que a família seja um Santuário de vida, repudiando todas as manifestações a favor do aborto, ajudando na divulgação e uso dos métodos naturais, quando houver motivos para usá-los.
- Promover o fortalecimento dos laços familiares nos ensinamentos evangélicos e apontar caminhos para a solução de crises e problemas intra-familiares a fim de manter o vínculo conjugal.
- Incentivar o crescimento da espiritualidade familiar, de modo que pais e filhos encontrem no lar o ambiente propicio para o desenvolvimento de sua vida cristã.
- Despertar a família para seu papel educador, onde se aprendem os valores humanos e evangélicos para preparar as novas gerações para o matrimonio.
- Despertar o sentido missionário da família, considerando que é a família que evangelizará a família.
- Suscitar a participação das famílias nos tempos litúrgicos, reaproximando as famílias afastadas da igreja, promovendo eventos celebrativos, reuniões e reflexões de subsídios especialmente preparados para este fim.
- Manter articulados Movimentos, Institutos e Serviços Familiares e de promoção de defesa da vida, que já atuam como agentes da Pastoral Familiar nas paróquias e dioceses.

4.    Atividades permanentes

- Dinamizar a atuação da Pastoral Familiar no âmbito paroquial, propiciando a evangelização na dimensão da palavra, testemunho e acompanhamento dos valores cristãos "inter e intra" família. 
- Aperfeiçoar e manter as estruturas no âmbito regional e diocesano, como elos transmissores das reflexões, inquietudes e esperanças da Igreja, procurando cobrir lacunas ou deficiências e promovendo troca de experiências e criatividade, para favorecer as ações paroquiais;
- Realizar reuniões de equipes e/ou comissões coordenadoras nos âmbitos: paroquial, diocesano, provincial, regional e nacional;
- Promover assembléias nos âmbitos: paroquial, diocesano, provincial, regional e nacional com acolhimento da maior representatividade possível;
- Promover formação específica, sistemática e eventual, de lideranças da Pastoral Familiar;
- Participar dos tempos fortes relacionados a família em conformidade com a especificidade de cada comunidade eclesial;
- Estar presente nos eventos, encontros e reuniões da estrutura da Igreja, em vista de uma pastoral orgânica.

5.    Projetos

- Viver, crescer e aperfeiçoar-se como comunidade de pessoas.
- Ser “Santuário da vida” servidora da vida, visto que o direito à vida é a base de todos os direitos humanos.
- Ser “célula primeira e vital da sociedade”: por natureza, por vocação, a família é chamada a ser promotora do desenvolvimento e protagonista de uma autêntica “política familiar”.
- “Ser Igreja domestica” – “Santuário da vida que acolhe, vive, celebra e anuncia a Palavra de Deus”.

6.    Prioridades

- Intensificar a articulação das estruturas da Pastoral Familiar nos âmbitos: paroquial, diocesano, provincial, regional e nacional.
- Estabelecer metas claras e concretas para a formação de agentes de Pastoral Familiar no curto, médio e longo prazos.

7.    Organização

- Representante Episcopal: Dom João Bosco Barbosa de Souza.
- Assessor Regional: Diácono Juares Celso Krum.
- Casal Coordenador: Paulo Roberto e Clarice da Cruz Silva
- Casal Secretário: Jorge Luiz e Sandra Regina Porto Bovo
- Casal Administrativo Financeiro: Vitor e Célia Groshoski
- Casal Pré Matrimônio: Sergio Yamada e Maria Aurora C. Yamada
- Casal Pós Matrimônio: Divercy Vicente e Marly R. dos Santos Pupim
- Casal da Comissão  de Defesa da Vida: Wilton e Cristian Ribeiro
- Casos Especiais: Ir. Anita Maria Maldner, SSpS
- Núcleo de Formação e Espiritualidade: Waldomiro Antonio e Zenaide Lopes da Silva
- Coordenadores Arqui/Diocesanos;
- Assistentes Espirituais Arqui/ Diocesanos; 
- Representantes Diocesanos dos Movimentos Familiares e Institutos.

  Fonte:  CNBB - Regional Sul II

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